Leitura: 2 Crônicas 4

Seleção

Também fez dez pias e pôs cinco à direita e cinco à esquerda. Nelas era lavado tudo o que se usava nos holocaustos; o mar de fundição, porém, era para que os sacerdotes se lavassem nele.

2 Crônicas 4.6

Observação

Diante do pecado, podemos cair em dois extremos. De um lado, tentamos nos purificar pelo esforço, como se Deus nos aceitasse por nosso desempenho. Do outro, usamos a graça como desculpa para relaxar na vigilância. O evangelho nos livra tanto do legalismo quanto da negligência.

Essa tensão nos ajuda a compreender as bacias e o grande tanque do templo. Antes de exercerem seu serviço, os sacerdotes precisavam lavar-se. Aquelas purificações ensinavam que a impureza humana não era algo pequeno ou irrelevante no serviço ao Deus santo.

Contudo, aquela água limpava apenas exteriormente. Ela apontava para uma purificação mais profunda, que nenhum ritual humano poderia produzir pelo próprio esforço. Cristo nos perdoa de nossos pecados e o Espírito Santo aplica essa obra ao nosso coração, lavando-nos e iniciando em nós uma nova vida.

Por termos sido purificados, não lutamos contra o pecado para conquistar a aceitação de Deus. Lutamos porque já fomos recebidos em Cristo. O legalista vigia para tentar merecer o amor do Pai; o cristão vigia porque foi amado, perdoado e recebeu o Espírito, que o capacita a mortificar o pecado.

Por isso, descansar na graça não significa baixar a guarda. O mesmo Espírito que nos purifica também renova nossos desejos e nos conduz em santidade. Então, quando caímos, não precisamos esconder o pecado nem compensá-lo com desempenho. Confessamos, voltamos para Cristo e continuamos caminhando em dependência e vigilância.

Petição

Senhor, faze-me descansar na purificação de Cristo e vigiar contra o pecado. Pelo teu Espírito, produz em mim santidade, humildade e dependência da graça.

Aplicação

Hoje identificarei uma área em que tenho tolerado o pecado e, então, pedirei ao Espírito Santo que me ajude a abandoná-lo, descansando no perdão de Cristo.