Leitura: 2 Samuel 21

Seleção

Nos dias do rei Davi houve uma fome de três anos consecutivos. Davi consultou o Senhor, e o Senhor lhe disse: É por causa de Saul e de sua família sanguinária, porque ele matou os gibeonitas.

2 Samuel 21.1

Observação

O texto recorda um pacto antigo (Js 9): Israel havia jurado, em nome do Senhor, poupar os gibeonitas. Mas, anos depois, Saul violou a aliança. Em 2Sm 21, a fome expõe a culpa coletiva do reino e Davi busca a face de Deus. 

O Senhor leva promessas a sério: juramentos feitos diante dEle têm peso público. Na Antiga Aliança, em um contexto teocrático, a reparação assumiu forma civil dura e representativa. Os gibeonitas definem a compensação; Davi poupa Mefibosete por outro juramento; e, após justiça e sepultamento digno, Deus concede favor. Fato importante: trata-se de um relato descritivo de um tempo específico onde havia uma teocracia em Israel; portanto, não se trata de uma2Sm  prescrição direta para a igreja reproduzir.

Como esse princípio se aplica na Nova Aliança? Em Cristo, a culpa última é levada por Ele (Gl 3.13) e a igreja não exerce vingança nem espada (Rm 12.19; 13.1–7). Ainda assim, Deus continua exigindo verdade, fidelidade e reparação. Portanto, quando quebramos promessas, ferimos pessoas ou contratos, o caminho é: confissão sincera, reparação proporcional (dinheiro, tempo, reputação), processos bíblicos de disciplina (Mt 18) e, quando houver crime, envolver as autoridades civis. 

Cristo é nossa propiciação; e a graça que nos perdoa também nos envia a consertar o que quebramos. Deus honra alianças e abençoa comunidades que tratam a injustiça com luz, verdade e reparo.

Petição

Senhor, dá-me um coração fiel às alianças e perdoa minhas quebras de palavra. Além disso, move-me a reparar com coragem e faz resplandecer tua graça sobre a minha casa e igreja.

Aplicação

Procurarei me manter fiel às minhas palavras e promessas.