Leitura: Gênesis 38

Seleção

Tamar sabia que Selá já era adulto, mas nenhuma providência havia sido tomada para que ela se casasse com ele. Por isso, trocou suas roupas de viúva e, para disfarçar-se, cobriu-se com um véu. Depois, foi sentar-se junto à entrada da vila de Enaim, no caminho para Timna. Judá a viu e pensou que fosse uma prostituta, pois ela estava com o rosto coberto.

Gênesis 38.14,15

Observação

Vivemos em uma cultura que valoriza os fortes, os bem-sucedidos e os disciplinados. E, por causa disso, frequentemente, acreditamos que Deus só pode usar pessoas assim. Mas as Escrituras nos contam uma história bem diferente — uma história cheia de pessoas falhas, marcadas por escolhas duvidosas e passados complicados. A história de Tamar, em Gênesis 38, é uma dessas surpresas da graça.

Tamar é uma mulher cananeia, ou seja, não era parte do povo da aliança. Abandonada por Judá, tratada injustamente e colocada à margem, ela age de maneira arriscada para garantir sua dignidade e descendência. Humanamente, seus atos podem ser vistos como um escândalo. Mas o texto nos mostra algo profundo: por meio dela, Deus preserva a linhagem de Judá, e seus filhos — Perez e Zerá — se tornam parte da genealogia do Messias (Mateus 1.3).

Isso nos ensina que Deus não se limita a usar apenas os moralmente perfeitos. Pelo contrário, sua graça alcança os improváveis, os esquecidos, os que carregam cicatrizes do passado. Tamar foi instrumento de Deus, não por mérito próprio, mas porque Deus ama redimir e incluir aqueles que o mundo despreza.

Talvez você olhe para sua história e pense: “Deus não pode me usar.” Mas a história de Tamar nos diz o contrário. Deus transforma vidas quebradas em vasos de honra. Ele escolhe os improváveis para revelar sua glória.

Você consegue enxergar a graça de Deus agindo também na sua história? Abra seu coração e confie: Ele não erra em quem escolhe.

Petição

Senhor, usa-me como Teu instrumento. Eis-me aqui.

Aplicação

Estarei cada dia mais à disposição de Deus.