Leitura: 2 Samuel 18
Seleção
Joabe pegou três dardos e com eles traspassou o coração de Absalão, enquanto ele ainda estava vivo, pendurado no carvalho.
2 Samuel 18.14b
Observação
A batalha termina, mas o texto nos lembra que, no Reino, o “como” importa tanto quanto o “que”. Davi havia ordenado: poupem o jovem Absalão. A instrução não era fácil de ouvir — Absalão era rebelde, responsável por mortes e dor —, porém era uma ordem legítima do rei e, mais que isso, revelava um princípio: justiça dentro de limites.
No entanto, Joabe decide o oposto. Em nome de um “bem maior” (encerrar a ameaça), ele viola a palavra do rei, executa o inimigo indefeso e manda calar a verdade. O resultado? A vitória chega manchada, a confiança se rompe e o luto de Davi paira sobre o povo.
O texto nos confronta quando estamos tentados a “resolver” nossas questões à força. Fins justos buscados por meios errados continuam errados. Obediência não é fraqueza; é proteção pessoal e comunitária. Quando descumprimos princípios — verdade, honra, autoridade — criamos oportunidades para ciclos de vingança (como se verá na história de Joabe), minamos a legitimidade das conquistas e ferimos quem deveríamos guardar.
Por outro lado, justiça que honra a Deus combina coragem e limites: confronta o mal, mas recusa atalhos; enfrenta pecados, mas preserva a dignidade; decide com firmeza, porém à luz, com testemunhas e sob autoridade. Em tempos de pressão, a pergunta não é só “o que devo fazer?”, mas “o que permanece fiel ao caráter de Deus?”. Melhor perder velocidade do que perder a alma.
Petição
Senhor, dá-me temor a teu nome. Livra-me do pragmatismo que viola princípios. Ensina-me a fazer justiça com verdade, sob autoridade e à tua maneira.
Aplicação
Listarei uma decisão difícil em que estou tentado a “encurtar caminho” e nomearei quais princípios bíblicos estariam sendo violados.